Dá espaço sem se deixar invadir, se permite sem se deixar violentar. Agarra com força mas sabe a hora de soltar. É teu, vem sereno. Acalma.
Dá espaço sem se deixar invadir, se permite sem se deixar violentar. Agarra com força mas sabe a hora de soltar. É teu, vem sereno. Acalma.
Confia na tua força, faz desse ser tua morada. Cuida do templo, respeita o que sente mas cuida do que se faz mais importante. Se podes moldar, usa dessa energia pra assim fazer teu decreto. Tua possibilidade só é possibilidade porque assim o colocou. Se queres o impossível, deixa de crer que o impossível existe. Tu é rei. Teu mundo cabe no centro dos teus olhos. Teu mundo te é. Faz.
Tentando não me deixar consumir enquanto tudo ao meu redor me consome, me envaidecem os não’s e as possibilidades que vem junto a eles ao mesmo tempo que me suga a vida viver em prol de tantos e se’s. Vale a pena! Tudo em mim grita que vale, menos o vale das borboletas.
– só há uma interpretação
Meu peito fica ardendo essa falta estranha de você. Por que sinto saudade mesmo quando você está aqui? Tenho medo que seja a sensação de te ter escapando pelos meus dedos novamente. É que foi nessa mesma época do ano que me vi longe de você pela primeira vez, lembra? Mesmo longe do inverno, chovia e fazia frio. Parecia que o mundo queria participar da tempestade dentro de mim. As poças nas ruas lembravam quando eu transbordava e formava eu mesma as poças em meu travesseiro. Aí você voltava, fazia sol e de repente eu estava na chuva outra vez, ainda mais desprotegida que antes. Se eu soubesse a previsão do tempo, talvez tivesse levado uma capa que me protegesse de tanta dor. As palavras que pingavam em meus ouvidos, pareciam gotas de uma chuva ácida, corroíam cada pedaço de mim. Só que toda vez que você vem, o sol lembra de sorrir pra mim, e não posso negar o apego danado pelo quentinho de estar com você. Hoje tá frio, tá chovendo e, mesmo tendo você, parece que a qualquer momento o céu vai nublar pra nós dois. Fico nesse medo de levar uma rasteira da vida, temendo que a ventania te sopre pra longe de mim. Juro, amor, não aguento outro resfriado…
As peças dentro de mim encaixaram, passei a noite na chuva, em claro, encarando minhas próprias mãos. No raiar do dia, percebi que a água que em meu corpo caia nem mais tinha o que limpar. Tudo fez sentido. Resfriou, como eu já esperava. Eu já sabia, eu já sentia. Resfriou de vez.
Meu peito fica ardendo essa falta estranha de você. Por que sinto saudade mesmo quando você está aqui? Tenho medo que seja a sensação de te ter escapando pelos meus dedos novamente. É que foi nessa mesma época do ano que me vi longe de você pela primeira vez, lembra? Mesmo longe do inverno, chovia e fazia frio. Parecia que o mundo queria participar da tempestade dentro de mim. As poças nas ruas lembravam quando eu transbordava e formava eu mesma as poças em meu travesseiro. Aí você voltava, fazia sol e de repente eu estava na chuva outra vez, ainda mais desprotegida que antes. Se eu soubesse a previsão do tempo, talvez tivesse levado uma capa que me protegesse de tanta dor. As palavras que pingavam em meus ouvidos, pareciam gotas de uma chuva ácida, corroíam cada pedaço de mim. Só que toda vez que você vem, o sol lembra de sorrir pra mim, e não posso negar o apego danado pelo quentinho de estar com você. Hoje tá frio, tá chovendo e, mesmo tendo você, parece que a qualquer momento o céu vai nublar pra nós dois. Fico nesse medo de levar uma rasteira da vida, temendo que a ventania te sopre pra longe de mim. Juro, amor, não aguento outro resfriado…
Não podia se negar à luxúria, a gula em forma de desejo. A avareza do querer só pra si cada parte por onde seus lábios percorriam a tornava conscientemente egoísta, e não se importava em assumir ser. Era notória a inveja que antes sentia de todos os que tiveram o privilégio de passar por ali, mas se orgulhava tanto de ser causadora de seus arrepios mais intensos que qualquer um poderia sentir de longe o cheiro de tamanha soberba. Reprimiu por tanto tempo a fome insaciável por aquele corpo, que deixava em mordidas e chupões toda a ira que sentira por não se permitir o ter. E depois de mais uma noite de amor, solta um suspiro aliviado, se deixa amortecer pelo cansaço, mas não para. Tinha sim preguiça, porém continuava, pois preguiça mesmo sentia de despedir-se de sua amada.
Os 7 pecados capitais unidos numa só boca
Se o vento não soprasse nos ouvidos o que não quero saber, por ilusão jogaria água nos vulcões pensando que o fogo que ali ardia pararia de arder. Já quis contar uma a uma as estrelas no céu e fazer parte das constelações, um universo tão grande havia de ter espaço pra mim, mas eu não me encaixava. 97% dos mesmos átomos e ainda assim brilhava totalmente diferente. Facinou-se tão fácil pela lua que se deixou levar, encantou-se por uma luz que nem sequer era dela e, por fim, me peguei duvidando também da minha capacidade de brilhar sozinha. As estrelas jamais haveriam cogitado ser qualquer outra coisa e a lua não abriria mão de suas fases pra se tornar algo que não fosse ela mesma, então por quê deveria eu? Embora minúscula no meio da imensidão, era maior que muito ao redor. Ainda que pequena, detinha do mesmo poder que os gigantes. Podia tudo, porque o amor explodia em chamas como o sol e era nisso que estava a luz. Queria tanto pertencer que não conseguia perceber: já pertencia. A vastidão do meu universo também sou eu.
Nada fala mais alto do que a voz que ecoa em meu peito quando penso em você. Uma voz capaz de me acalmar tão quanto amedrontar por tamanha sua franqueza ao dizer: te amo. Quando sinto em minha alma o teu toque, quase como se pudesse ouvir com o coração, fico feito criança ao ser ninada enquanto desliza suavemente no aconchego dos braços de sua mãe. E logo então me assusto, fico imersa em dúvidas e medos irracionais, e percebo: fico novamente feito criança. Não mais aquela criança que, ao ser envolvida em tanto amor e proteção, está em paz, mas aquela criança que, após experienciar a sensação de estar conectada ao mais puro e belo sentimento, é colocada de volta no berço e chora desesperadamente ao perceber que algo está faltando. São essas as duas faces do amor. Amar e temer. Amar profundamente o todo, o tudo, mas ao mesmo tempo temer, no âmago, os mesmos. É impossível amar sem temer, pois tudo o que mais amamos é tudo o que mais nos amedronta perder. E toda vez que esses pensamentos me invadem sem sequer pedir licença, meu corpo é anestesiado em ansiedade. Congelo na possibilidade de um dia não mais ter o seu calor e me afogo num mar de receios e inseguranças que me fazem procurar rapidamente pelo chão embaixo dos meus pés. Por um momento, desço das nuvens. Não por medo da altura em que me encontro, mas por medo de que os ventos as soprem para longe de mim antes mesmo que eu possa novamente tocar o solo. Só que aí você pega minha mão, beija minha testa e deixa sua boca falar com todas as letras o que, por dentro, grito: te amo. Me sinto tomada, de novo, em braços de amor. Cada átomo do que sou se torna, mais uma vez, somente nós. Sem espaço pra se preocupar com os riscos de uma queda livre, sem espaço pro medo de ter medo de te ter. E sei que é assim e vai continuar sendo assim por toda a minha vida. Amo o fogo, tenho medo do fogo, me queimo por prazer.
Percebo: fico feito amor.
Eu escrevi pra você, por você e sobre você, te eternizei em meus versos e neles cada detalhe do nosso amor. O passado jamais esquecido de duas almas que se amaram, se desejaram e por fim decidiram partir. Fica a recordação em cada trecho, junto com a certeza de que tudo foi real enquanto houve de ser. Um recomeço carregado de boas lembranças e um fato: existiu, e foi bom enquanto durou.
A gente era sim pra ser, e foi, enquanto deu pra ser. A gente só não era pra ser pra sempre. E não fomos.
Eu já não me importo mais com tanta coisa, que as vezes não sei até que ponto isso é bom ou ruim. Me sinto um pouco fria, mas é como se eu queimasse como fogo tamanha intensidade de meus sentimentos. Talvez eu tenha criado um escudo protetor ou algo do tipo, que só me permite ser quando o resto também é. Ou talvez eu só tenha me tornado indiferente mesmo. Como que é possível se importar tanto e ao mesmo tempo não estar nem aí?